Navegando por Autor "Beck, Herivelto"
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Item Efeitos da densidade de semeadura na produtividade e nas características agronômicas em cultivares de soja(Uniguaçu, 2025-11-01) Escher, Maria Eduarda Mendonça; Cologni, Fernando; Engel, Thais; Beck, HeriveltoO presente trabalho teve como objetivo avaliar o impacto de diferentes densidades de semeadura sobre as características agronômicas e a produtividade da cultura da soja (Glycine max), com foco em otimizar o manejo populacional e a eficiência produtiva. O experimento foi conduzido no município de São Miguel do Iguaçu – PR, utilizando as cultivares M5947 IPRO e M6110 I2X, em três densidades populacionais distintas: 9, 12 e 15 plantas por metro linear. O delineamento experimental adotado foi o de blocos casualizados, com quatro repetições. Foram avaliadas as variáveis estande final, número de vagens por planta, peso de mil grãos (PMG) e produtividade, sendo os dados submetidos à análise de variância e as médias comparadas pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade. Os resultados obtidos demonstraram influência significativa da densidade de semeadura sobre o peso de mil grãos e a produtividade. A densidade intermediária de 12 plantas por metro linear apresentou o maior valor de PMG, indicando melhor enchimento de grãos, enquanto a densidade de 15 plantas por metro resultou na maior produtividade média (46,04 sc ha⁻¹), evidenciando que o aumento moderado na população de plantas favorece o aproveitamento dos recursos ambientais, sem comprometer o desenvolvimento individual das plantas. Densidades muito baixas reduziram a interceptação de luz e favoreceram a competição com plantas daninhas, enquanto densidades excessivamente altas aumentaram o risco de acamamento e o sombreamento do dossel. Entre as cultivares avaliadas, observou-se diferença significativa apenas para o peso de mil grãos. A cultivar M5947 IPRO apresentou maior PMG (151,70 g), enquanto a M6110 I2X destacou-se pela uniformidade de estande e estabilidade produtiva, sem diferenças estatísticas quanto à produtividade média. As respostas distintas entre as cultivares reforçam a importância de considerar o comportamento genético e morfofisiológico de cada material no manejo da densidade de plantio. De maneira geral, o estudo confirmou que a soja apresenta alta plasticidade fenotípica, permitindo compensações morfológicas frente às variações de densidade de semeadura. Densidades intermediárias mostraram-se mais equilibradas, maximizando o rendimento sem comprometer o peso dos grãos. Assim, o ajuste populacional constitui uma prática essencial para o manejo racional da cultura, contribuindo para o uso eficiente de sementes, a redução de custos e a sustentabilidade do sistema produtivo. Os resultados obtidos servem de base para aprimorar as recomendações técnicas e fundamentar futuras pesquisas sobre densidade ideal e desempenho de cultivares em diferentes condições edafoclimáticas.Item Inoculação turfosa em sementes de soja, submetidas à diferentes horários em pré-semeadura(Uniguaçu, 2024-10) Maria, Eduarda Ghisleri; Dalastra, Graciela Maiara; Beck, Herivelto; Tinini, RodrigoNa cultura da soja o nitrogênio é o nutriente mais limitante da produção de grãos, estima-se que para a produção de 1 tonelada de grãos de soja são necessários 80 kg de N, dos quais cerca de 60 kg são exportados e 20 kg permanecem no sistema de produção. Essa alta demanda por N pode ser suprida pela fixação biológica de nitrogênio (FBN), através da inoculação em sementes de soja, cujo valor é relativamente baixo. O presente trabalho teve como objetivo avaliar os efeitos da inoculação turfosa em diferentes horários pré semeadura da soja, utilizando bactérias do gênero Bradyrhizobium. O experimento foi conduzido em casa de vegetação da Faculdade UNIGUAÇU, localizada no município de São Miguel do Iguaçu/PR, no ano agrícola de 2023. O delineamento experimental utilizado foi o de blocos casualizados (DBC) em vasos, sendo cinco tratamentos e quatro repetições. T1 - inoculação 72 horas pré-semeadura, T2 - inoculação 48 horas pré semeadura, T3 - inoculação 18 horas pré semeadura, T4 - inoculação na hora da semeadura, T5 – testemunha (sem inoculação). Aos 50 dias após o plantio as plantas foram avaliadas quanto a sua altura (AL), comprimento de raiz (CR), número de nódulos por planta (NNP), número de nódulos viáveis (NNV), massa fresca de raiz (MFR), massa seca de raiz (MSR), massa fresca de parte aérea (MFA), massa seca de parte aérea (MSA). A inoculação no momento da semeadura (T4) foi a mais eficiente, proporcionando maior altura de planta, comprimento de raiz, número de nódulos, nódulos viáveis, massa fresca de raiz e parte aérea, já os tratamentos com maior antecedência apresentaram desempenho inferior, especialmente os tratamentos com inoculação 72 e 48 horas antes do plantio, que resultou em menor comprimento de raiz. Resultados evidenciam que a inoculação realizada no momento da semeadura otimiza o desenvolvimento radicular e a nodulação, favorecendo o crescimento da planta e a eficiência da fixação biológica de nitrogênio.