Navegando por Autor "Sobucki, Lisiane"
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Item Ação dos adjuvantes na redução de deriva(Uniguaçu, 2024-10-22) Kunkel, Joacir; Pereira, Cristiano; Pavan, Douglas; Sobucki, LisianeA utilização de adjuvantes na agricultura possui grande relevancia, entretanto às aplicações destes agroquímicos é fortemente influenciado pela deriva, que é considerada um dos maiores entraves do setor. Dentre todos os fatores que favorecem a deriva, o tamanho das gotas pulverizadas tem se mostrado muito relevante e os adjuvantes atuam promovendo uma aplicação mais assertiva. Os adjuvantes são divididos em aditivos que afetam a absorção devido à sua ação direta sobre a cutícula, e os modificadores das propriedades de superfície dos líquidos, os surfatantes. Sabendo da importância das pontas de pulverização e dos adjuvantes nas aplicações de agroquímico, objetivou-se através deste trabalho avaliar a ação dos adjuvantes na redução de deriva através de uma simulação comparativa conduzida durante o mês de julho de 2024 no municipio de Santa Helena – Paraná, na indústria de fertilizantes Macrobio. Deste modo, conduziu-se uma simulação de aplicação real no campo, com intuito de comparar o bico cônico e o bico leque, com e sem adjuvantes em calda, para avaliar a ação destas substâncias na redução da deriva em diferentes velocidades de vento. Para tanto, utilizou-se o delineamento experimental inteiramente casualizado (DIC), com os 8 tratamentos e 6 repetições. Todos os tratamentos utilizaram dose de 0,5mL de adjuvante por litro de água (10mL por bomba), sendo que a pressão do pulverizador utilizada foi de 4 bar, por possibilitar gotas mais finas. Os tratamentos foram constituídos da seguinte maneira, T1 = água pura com bico cônico, sem vento, T2 = água pura com bico leque, sem vento, T3 = dose de adjuvante com bico cônico, sem vento, T4 = dose de adjuvante com bico leque, sem vento, T5 = água pura com bico cônico, com vento de 5 km/h, T6 = água pura com bico leque, com vento de 5 km/h, T7 = dose de adjuvante com bico cônico, com vento de 5 km/h, T8 = dose de adjuvante com bico leque, com vento de 5 km/h. Embora tenha sido observado diferença do volume de coleta nos tratamentos utilizados, não foi uma diferença significativa, portanto dependendo do valor do produto e da velocidade de vento no momento da aplicação, não é viável a utilização do produto em questão nas condições criadas para o experimento. Entretanto, foi possivel observar que conforme a velocidade do vento aumenta o redutor de deriva contribui para uma aplicação de qualidade.Item Biochar de resíduos agropecuários como condicionador de solos tropicais(Uniguaçu, 2025-09-22) Gonçalves, Diana Selzler; Sobucki, Lisiane; Dalastra, Graciela Maiara; Coutinho, Pablo Wenderson RibeiroO biochar produzido a partir de resíduos agropecuários vem ganhando destaque como uma estratégia para melhorar a sustentabilidade dos solos tropicais. Esta revisão integrativa analisou artigos brasileiros publicados até 2024, considerando os autores, instituições, tipos de resíduos utilizados, metodologias aplicadas e efeitos observados sobre o solo e as culturas agrícolas. Os estudos sobre biochar no Brasil começaram em 2010, mas foi a partir de 2019 que se observou um aumento significativo nas publicações, concentradas principalmente em instituições do Sudeste, como a USP, e em periódicos de alto impacto, como Journal of Environmental Management e Science of the Total Environment. Entre os autores mais recorrentes estão Figueiredo, Melo, Hammecker e Lima, vinculados a instituições como UnB, UFLA, IRD e UFAPE, indicando a existência de grupos de pesquisa consolidados. Os resíduos mais utilizados na produção de biochar foram madeira de eucalipto, palha de arroz, cana-de-açúcar e lodo de esgoto, refletindo tanto o aproveitamento de subprodutos agrícolas abundantes quanto o interesse em transformar resíduos urbanos e industriais em insumos úteis. Os experimentos concentraram-se majoritariamente em Latossolos e Argissolos, com enfoque nos efeitos químicos do biochar sobre o solo, enquanto análises biológicas foram menos frequentes. Os estudos publicados em 2024 mostraram, em sua maioria, resultados positivos, incluindo aumento da fertilidade, melhor retenção de água, estímulo à atividade biológica e incremento na produtividade agrícola, sem registros de impactos negativos. Apesar desses avanços, os dados evidenciam a necessidade de diversificar os tipos de resíduos utilizados, ampliar o estudo em diferentes tipos de solo e realizar experimentos de longo prazo, capazes de oferecer informações mais robustas sobre os efeitos do biochar ao longo do tempo. A revisão mostra que a pesquisa brasileira já conta com uma base sólida, mas ainda há oportunidades para expandir o conhecimento, considerando as particularidades regionais do país, como a diversidade de solos e biomas, e as cadeias produtivas específicas de cada região.